
A cibersegurança é a proteção de sistemas, redes e dados contra invasores. Ela envolve desde a segurança com senhas até sistemas complexos de defesa, que preveem ameaças ou detectam invasores em tempo real.
Hoje, é prática fundamental para empresas de todos os setores, pois todas são potenciais alvos de hackers. Segundo levantamento da plataforma Nordlayer, os ataques se tornaram cada vez mais frequentes em 2024 – e isso deverá se repetir em 2025.
Neste post, você entenderá tudo sobre o assunto: o que é cibersegurança, quais são os seus pilares básicos e como implementá-la na sua empresa para se proteger dos principais tipos de ataques.
O que é cibersegurança?
A cibersegurança abrange todas as técnicas, tecnologias e metodologias para prevenir, detectar e responder a ameaças digitais. Este arsenal está sempre em evolução, pois os ataques hackers também ficam cada vez mais complexos.
Um dos pilares da cibersegurança é a gestão de riscos. Ou seja, antecipar as vulnerabilidades e minimizar os impactos que possam ocorrer. Inclui monitorar redes, definir protocolos de resposta rápida a invasões, realizar testes constantes de penetração de sistemas (os pentests), entre outras ações.
Quando empresas e instituições ignoram estas práticas, abrem as portas para visitantes indesejados. As consequências podem ser graves, incluindo perda de acesso a dados críticos, vazamento de informações, extorsões, fraudes, entre muitas outras.
Além das tecnologias e dispositivos, as falhas humanas também são consideradas na cibersegurança. O comportamento das pessoas é, inclusive, uma das principais brechas usadas por criminosos. É a chamada “engenharia social”, que consiste em enganar operadores para obter acesso a sistemas.
Como funciona a cibersegurança?
Para proteger empresas de forma tão ampla, são aplicadas diversas camadas de proteção que atuam simultaneamente. As ações se encaixam dentro do seguinte ciclo:
- Identificar vulnerabilidades em sistemas para antecipar riscos;
- Proteger dados, dispositivos e infraestruturas contra ataques;
- Detectar ameaças por meio de monitoramento contínuo de atividades suspeitas;
- Responder rapidamente em casos de violação;
- Recuperar sistemas afetados e implementar melhorias para evitar que o incidente se repita.
Entre as principais práticas, estão a implementação de firewalls, antivírus, criptografia de dados, sistemas de detecção e resposta a intrusões (IDS/IPS), treinamentos de cibersegurança, definições de políticas de acesso a sistemas e servidores, backups, entre diversas outras ações.
Qual é a diferença entre cibersegurança e segurança da informação?
Muita gente pensa que é igual, mas são conceitos diferentes que se complementam.
Cibersegurança é a proteção contra ameaças digitais, com objetivo de evitar acessos não autorizados.
A segurança da informação é mais ampla e engloba a proteção de dados em qualquer formato, tanto digital quanto físico. O objetivo é garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações.
Quais são os principais domínios da cibersegurança?
A cibersegurança é responsável por garantir a integridade da empresa em diversas frentes, como sistemas, dados, dispositivos e aplicações em nuvem. Cada uma tem desafios e estratégias específicas.
Segurança de redes
A maioria dos ataques cibernéticos tem origem na internet. Logo, proteger as redes da empresa é fundamental para mantê-la segura. Também é necessário proteger o hardware que garante a conectividade, como servidores, switches e roteadores.
As principais práticas envolvem o uso de firewalls nos dispositivos, uso de VPNs e segmentação de rede para limitar o alcance dos invasores.
Segurança de aplicações
É a proteção dos softwares que a empresa usa ou desenvolve. Muitas brechas surgem durante o desenvolvimento, como códigos inseguros, configurações inadequadas ou falta de criptografia.
Logo, as práticas de cibersegurança atuam para identificar e solucionar as falhas o quanto antes. Pela mesma razão, empresas devem usar sempre aplicações e sistemas operacionais atualizados.
As principais práticas incluem testes de penetração, adoção de práticas de desenvolvimento seguro e análises de código.
Segurança de endpoints
Endpoints são todos os dispositivos que se conectam à rede, como computadores, notebooks, smartphones e servidores. Eles são alvos frequentes de malwares, e seus operadores estão sujeitos a phishing.
Aqui, é necessário usar antivírus, soluções de detecção de ameaças, controles de acesso rigorosos e autenticação multifator.
Segurança de dados
A segurança de dados é a proteção das informações da empresa contra acessos não autorizados. Inclui criptografia, controles de acessos, políticas de backup e gestão de identidade e acesso (IAM). Geralmente, os dados são mantidos em diferentes fontes, como mídias físicas, servidores fora da empresa, ou na nuvem.
No Brasil, as políticas de segurança de dados devem estar de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. Ela explicita como dados devem ser coletados, armazenados, tratados e excluídos. Há leis parecidas em outras regiões, como as HIPAA nos EUA e a GDPR na Europa.
Segurança na nuvem
Envolve a proteção de dados, aplicações e infraestruturas hospedadas em serviços de computação em nuvem. Muitas empresas adotam ambientes híbridos, ou têm aplicações em diversos servidores diferentes, o que torna o processo mais complexo.
Ferramentas como criptografia de dados, segmentação de acesso, monitoramento contínuo, autenticação multifator são fundamentais.
É importante lembrar que, por mais que as plataformas ofereçam soluções nativas de segurança, a responsabilidade também cabe às empresas que usam o serviço.
Segurança da Internet das Coisas (IoT)
A segurança da IoT protege dispositivos inteligentes conectados à internet, como câmeras de vigilância, sensores industriais ou maquinário pesado. Muitos dispositivos apresentam vulnerabilidades devido à falta de atualizações ou a padrões de segurança ultrapassados.
Medidas de proteção incluem segmentação de redes, configuração segura e implementação de firewalls específicos. Além disso, busque atualizar o equipamento sempre que possível, para que eles não se tornem porta de entrada para hackers.
Segurança mobile
Foca na proteção de dispositivos e redes móveis, como smartphones e tablets conectados a redes 5G. Este domínio da cibersegurança tornou-se ainda mais relevante com o crescimento do trabalho remoto ou híbrido.
Soluções de segurança incluem gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), criptografia de dados e autenticação multifator. A orientação aos usuários também é fundamental, pois de nada adianta ter equipamentos seguros, se eles são usados fora de ambientes controlados, com aplicativos estranhos instalados, ou conectados a redes Wi-Fi públicas.
Segurança operacional
São processos específicos para proteger informações críticas. As equipes identificam os dados sensíveis, mapeiam as possíveis ameaças e desenvolvem planos de contenção, antes mesmo de haver tentativas de ataque.
Uma curiosidade é que essa metodologia surgiu em um contexto militar. Ela foi criada pelo governo dos EUA durante a Guerra do Vietnã para impedir que informações confidenciais caíssem nas mãos do inimigo.
Quais são os principais tipos de ataques cibernéticos?
Ataques cibernéticos são feitos por hackers para acessar ou modificar dados de empresas de forma indevida.
Em geral, eles dividem-se em três categorias principais:
- Cibercrimes: são praticados por indivíduos que invadem sistemas para obter ganhos financeiros;
- Ciberataques: são ações coordenadas e em maior escala, com objetivo de obter altos ganhos financeiros, desestabilizar empresas ou comprometer infraestruturas críticas;
- Ciberterrorismo: são ações em larga escala, que comprometem sistemas eletrônicos essenciais e têm interesse político.
Veja abaixo as principais técnicas usadas pelos criminosos:
- Phishing: criminosos criam sites falsos, que “imitam” empresas verdadeiras para enganar usuários e obter informações como credenciais bancárias e senhas;
- Ransomware: hackers invadem sistemas e bloqueiam o acesso. Eles criptografam os dados e cobram um “resgate”, tipicamente em criptomoeda, para liberar o acesso;
- Malware: é um termo genérico para softwares maliciosos. São os vírus, trojans, spywares, entre outros. Suas funções variam, desde corromper dados até registrar todos os toques do teclado;
- Ataques DDoS: usa bots para sobrecarregar um site ou sistema com solicitações em excesso. Os servidores não aguentam e o serviço é interrompido;
- Ataques de força bruta: ocorrem quando um criminoso tenta “adivinhar” senhas, testando inúmeras combinações em segundos, até encontrar a correta.
- Injeção de SQL: explora falhas em aplicações que usam bancos de dados para inserir códigos nocivos para acessar, modificar ou excluir registros;
- Sequestro de sessão: é quando um hacker intercepta a comunicação entre um dispositivo e servidor. Ele rouba as credenciais da sessão e navega como se fosse um usuário legítimo
- Ataques de dia zero: exploram vulnerabilidades desconhecidas por desenvolvedores, antes que uma atualização seja lançada.
Quais são os principais desafios da cibersegurança?
Os desafios estão sempre mudando, pois a tecnologia avança muito rapidamente. É igual a uma corrida de gato e rato: os hackers criam formas diferentes de atacar, o que exige a implementação de protocolos de defesa cada vez mais eficientes.
Entre os principais desafios enfrentados por empresas e profissionais de cibersegurança, estão:
- Rápida evolução das ameaças, que incluem uso de Inteligência Artificial para atingir mais dispositivos;
- Escassez de profissionais qualificados em cibersegurança;
- Aumento da superfície de ataque, devido ao número cada vez maior de dispositivos e serviços conectados à internet (desde servidores e computadores até televisões e dispositivos IoT);
- Falta de conscientização dos usuários dos sistemas, que ainda insistem em usar senhas fracas ou abrem e-mails suspeitos;
- Dificuldade em implementar processos contínuos para identificar e corrigir falhas em sistemas e aplicações;
- Ameaças avançadas, como ataques direcionados e prolongados;
- Necessidade de adequação à conformidade regulatória, como a LGPD, que impõe desafios adicionais às organizações.
Quais são as melhores práticas de cibersegurança?
As boas práticas de cibersegurança são a implementação de sistemas para identificar ameaças, estratégias para monitorar aplicações críticas, proteção contra hardware e treinamentos para a equipe.
Este é um checklist com boas práticas para implementar na sua empresa:
- Capacitação de colaboradores e elaboração de guias de boas práticas para reduzir erros humanos;
- Gestão de acessos e privilégios, para que cada indivíduo possa acessar apenas as informações necessárias para as suas funções;
- Autenticação multifator, para adicionar camadas extras aos processos de login;
- Manutenção de hardwares e atualização de sistemas;
- Uso de firewalls dedicados;
- Implementação de sistemas IPS/IDS;
- Criptografar dados sensíveis, inclusive durante o processo de backup;
- Automatização de rotinas de backup;
- Adoção de práticas de desenvolvimento seguro, como codificação e testes durante o ciclo de lançamento;
- Elaborar planos de resposta a incidentes, incluindo “war rooms” com as equipes responsáveis;
- Conformidade com padrões de segurança, como a ISO/IEC 27001.
Como proteger minha empresa de ataques cibernéticos?
Além das boas práticas já mencionadas, considere adotar as seguintes ações dentro da sua empresa:
- Educação contínua dos funcionários;
- Auditorias e testes de segurança periodicamente;
- Segurança física dos servidores, roteadores e outros equipamentos críticos;
- Investimento em redundância, para evitar interrupção de serviços mesmo em caso de ataque ao seu hardware;
- Protocolos claros de segurança para redes Wi-Fi;
- Implementação de VPNs para garantir a segurança dos funcionários que acessam remotamente algum serviço;
- Definição clara de políticas de segurança e uso de dispositivos móveis;
- Medidas específicas de segurança para aplicações em nuvem.
Qual é o futuro da cibersegurança?
Entre as principais tendências para o futuro da cibersegurança estão a integração de Inteligência Artificial e a adoção de novas abordagens estratégicas, para “tolerância zero” com dispositivos e usuários conectados.
Essas são as principais tendências para a área nos próximos anos:
- Implementar IA para identificar padrões anormais e detectar ataques em tempo real;
- Adotar arquitetura de Confiança Zero, que exige autenticação constante, mesmo para dispositivos supostamente seguros;
- Ações específicas para proteção de redes 5G;
- Proteção específica contra ataques que afetam cadeias de suprimentos e fornecedores, que podem desestabilizar as operações de uma empresa;
- “Cibersegurança-como-Serviço” (CaaS), modalidade em que empresas contratam parceiros para obter soluções escaláveis;
- Uso de biometria como apoio à criptografia de dados;
- Uso de IA para identificar deepfakes, vídeos e imagens altamente realistas usadas em ações de phishing;
- Priorização de segurança em nuvem, visto que elas estão cada vez mais frequentes na infraestrutura de empresas;
- Proteção de trabalho remoto, especialmente quando é feito fora das redes da empresa, com dispositivos de propriedade dos funcionários;
- Gerenciamento rigoroso de identidades de máquinas;
- Combate ao burnout de profissionais de cibersegurança, visto que a área tem mais oferta do que profissionais capacitados;
- Desenvolvimento de segurança para dispositivos que usam computação de borda para processar dados em tempo real;
- Ameaças derivadas da computação quântica, que futuramente podem comprometer os métodos atuais de criptografia;
- Proteção contra o “ransomware-as-a-Service”, modelo que torna os ataques mais acessíveis a criminosos menos experientes;
- Proteção para áreas específicas, como saúde, infraestrutura crítica e serviços financeiros, que são alvos preferenciais e estão sob constante ameaça.
Parceria Ligga Telecom e Ainext
Ligga Telecom e AINEXT unem conectividade e IA para proteger empresas de todo o Brasil.
A AINEXT oferece soluções de Inteligência Artificial para prever, detectar e responder ameaças digitais com maior rapidez.
Já a Ligga Telecom contribui com uma infraestrutura de conectividade segura e de alto desempenho, que inclui implementação de firewalls dedicados e infraestrutura para backups seguros.
Quer saber como a combinação de conectividade de alto desempenho e inteligência artificial pode fortalecer a segurança digital da sua empresa? Fale com a gente pelo telefone 0800 60 43 939! Nossa equipe está pronta para apresentar as melhores soluções para proteger seus dados e garantir a continuidade do seu negócio. Entre em contato e descubra como podemos ajudar!



