
ESG nas empresas significa ter atenção para aspectos ambientais, sociais e de governança. São práticas que apoiam a multiplicação de lucros, mas também proporcionam um impacto positivo para quem se envolve com o negócio – funcionários, líderes, comunidade do entorno e ambiente como um todo.
O termo é novo e muitas pessoas pensam que se trata de um “termo da moda”, sem aplicação prática. A realidade não poderia ser mais diferente: o ESG é um guia para a tomada de decisões, que envolve metas e indicadores para acompanhar o desempenho.
As principais empresas do mundo investem em ESG (aqui na Ligga Telecom, fazemos o mesmo!). Para isso, é necessário investir em processos, políticas, formação de lideranças e desenvolvimento de cultura organizacional forte.
Neste post, detalhamos como funciona e como você pode aplicar os conceitos de responsabilidade social, ambiental e de governança na sua empresa também.
O que é ESG em empresas?
ESG é uma sigla que vem do inglês, com o seguinte significado:
- Environmental (ambiental);
- Social;
- Governance (governança).
São três pilares que permitem avaliar como a empresa se posiciona em relação ao impacto que gera na sociedade.
Inclui desde as ações mais “óbvias”, como preservar recursos naturais, até esforços nos bastidores, como aumento de eficiência energética em processos industriais, transparência na tomada de decisões e diversidade em quadros de funcionários.
Hoje, consumidores, funcionários e até investidores atentam-se a práticas ESG. Ao analisar o posicionamento social, ambiental e de governança das empresas, clientes podem escolher empresas que se alinham aos seus valores, pessoas podem buscar empresas com boa cultura para trabalhar, e investidores podem identificar empresas problemáticas antes mesmo de analisar os relatórios de valuation.
Embora ESG seja tendência, ele na verdade pode ser entendido como uma mudança na forma de gerenciar empresas e avaliar o seu papel na sociedade.
Quando surgiu o ESG?
O conceito de ESG nas empresas é relativamente novo. Ele apareceu pela primeira vez em 2024, em um relatório da ONU em parceria com o Banco Mundial.
Na época, Kofi Annan, então secretário-geral da ONU, desafiou 50 CEOs a praticarem um empreendedorismo com transparência, ética, responsabilidade ambiental e social.
O termo ESG surgiu como um conjunto de critérios para avaliar as ações das empresas. A premissa era de que, sim, é possível empreender com responsabilidade, e que é possível “mensurar” o quanto as empresas se importam com o que está ao seu redor.
Nos anos seguintes, o conceito ganhou força. Isso ocorreu por diversas razões, como a preocupação com mudanças climáticas, a falta de transparência em grandes corporações e uma aparente desconexão entre desempenho financeiro e questões sociais.
Quais são os 3 pilares do ESG?
O conceito de ESG é sustentado por três pilares principais, que se complementam e formam as bases de uma empresa sólida, pronta para crescer em longo prazo e apta a gerar valor para todos os públicos, desde consumidores até investidores e acionistas.
Confira abaixo os detalhes sobre os pilares ambientais, sociais e de governança.
Environmental ou Ambiental
Como o nome sugere, o pilar ambiental é composto pelas políticas que reduzem o impacto que a empresa causa no meio ambiente.
Incluem-se aqui:
- Redução de emissão de poluentes;
- Uso eficiente de energia e água;
- Uso de energia limpa nas operações;
- Gestão de resíduos;
- Proteção da biodiversidade;
- Ações de preservação, como reflorestamento ou limpeza de praias.
O objetivo é tanto minimizar impactos negativos causados pela própria operação, como também colocar em pauta ações de contrapartida.
Além de importantes para a agenda ESG, essas ações também permitem que a empresa se adeque às legislações ambientais e construa boa reputação junto aos consumidores.
Social
No pilar social, está a forma como a empresa se relaciona com as pessoas, tanto os seus colaboradores, quanto fornecedores e clientes.
Alguns exemplos são:
- Ações de diversidade e inclusão;
- Promoção de direitos humanos;
- Programas de apoio a comunidades carentes;
- Capacitação de funcionários;
- Promoção de saúde ocupacional e segurança no trabalho;
- Impacto social de seus produtos e serviços.
Fazendo tudo isso, a empresa fortalece a confiança do público, melhora a sua percepção de marca, e contribui para a construção de uma cultura colaborativa. Além disso, empresas com um pilar social forte têm mais facilidade para atrair talentos e costumam perdê-los menos para a concorrência.
Governance ou Governança
Governança é a estrutura de tomada de decisão dentro de uma empresa. Quando este pilar é bem desenvolvido, público externo e colaboradores entendem claramente como os processos funcionam e para qual direção a empresa está indo.
Os exemplos de boa governança incluem:
- Composição de um conselho de administração com base em mérito;
- Práticas para evitar nepotismo;
- Definição de políticas claras de compliance;
- Auditorias internas;
- Gestão transparente;
- Iniciativas de combate à corrupção;
- Gestão que considera as necessidades de todos os stakeholders, não apenas os acionistas e executivos.
Com uma governança sólida, as empresas podem atuar de forma íntegra, com estabilidade e total alinhamento de interesses. Além disso, a gestão de crise fica muito mais simples, graças à clareza nos processos para controle e supervisão de atividades.
Qual a importância do ESG para as empresas?
Adotar as práticas ESG oferece benefícios em diversas áreas, desde o financeiro, até marketing e recursos humanos.
Confira as principais vantagens das empresas que estruturam seus pilares ambiental, social e de governança.
Redução de custos
Desenvolver ESG torna o processo produtivo mais barato, o que pode se refletir em maiores margens de lucros. Isso pode ocorrer de diversas maneiras, dependendo de como cada pilar é desenvolvido.
Economias frequentes geradas pelo ESG nas empresas são:
- Cadeia produtiva simplificada, com menos processos (logo, menos custos);
- Redução de desperdícios na produção;
- Uso mais eficiente de recursos naturais, como energia e água;
- Substituição de fontes energéticas através da adesão ao mercado livre;
- Prevenção de processos trabalhistas;
- Redução de gastos com contratação e treinamento de funcionários.
Melhor reputação da empresa
Empresas que demonstram compromisso ambiental e social constroem imagens positivas. O público as enxerga como aliadas e os investidores percebem a preocupação na construção de negócios sólidos e de longo prazo.
Além disso, as práticas ESG podem diferenciar a empresa no mercado. Para isso, é necessário apresentar de forma pública, em ações de marketing e documentos técnicos, quais atividades estão sendo feitas, e o quão efetivas elas são.
Com o passar do tempo, tudo isso se consolida em uma marca forte, capaz de resistir até os momentos de crise.
Fidelização de clientes
O ESG favorece a fidelização de clientes mais conscientes. Esta é uma tendência das novas gerações, de observar não apenas os produtos e serviços, mas a forma como as empresas se posicionam e como elas interagem com o ambiente ao seu redor.
Para atrair e reter este público, é necessário compartilhar valores. Muitas vezes, as práticas ESG da sua empresa serão os principais ativos para atrair consumidores leais, que se importam com a sua marca, não apenas com o custo-benefício dos seus produtos.
Sustentabilidade e transparência
Sustentabilidade e transparência são pilares fundamentais do ESG. Logo, é natural que as empresas sejam vistas como mais sólidas e confiáveis, pois suas culturas valorizam atributos que estão em alta.
Segurança para o investidor
Este é um dos principais “benefícios financeiros” do ESG: ele diminui riscos para investidores, pois demonstra que a empresa tem alta capacidade de gestão, previsibilidade e controle.
Questões regulatórias, operacionais e de reputação se tornam menos problemáticas. Em geral, crises nessas áreas causam prejuízos financeiros e podem afastar investidores, mesmo os de capital de risco. Com o amadurecimento das ações ESG, é mais fácil manter a resiliência durante os períodos problemáticos.
Logo, para empresas em expansão, que buscam rodadas de investimento fechado ou pensam em transicionar para capital aberto, sustentabilidade, responsabilidade social e governança são fundamentais.
Linhas de crédito especiais
Diversas linhas de crédito estão disponíveis apenas para empresas que demonstram compromisso com os critérios de ESG. Elas surgem como forma de apoiar iniciativas de empreendedorismo social e sustentável, cada vez mais importantes em um mundo que passa por mudanças climáticas tão desafiadoras.
Os principais benefícios são juros reduzidos, maiores prazos de pagamento e maior flexibilidade de negociação.
Maior competitividade
Em mercados altamente competitivos, o ESG pode ser um diferencial relevante, especialmente quando percebida claramente por clientes e parceiros estratégicos.
Além de se diferenciar, quem investe em ESG também costuma sair na frente na adaptação a marcos regulatórios e transformações no mercado. Isso ocorre pela alta maturidade de gestão.
O que é necessário para uma empresa ser ESG?
Praticar ESG é mais do que apenas adotar ações pontuais, ou fazer propaganda falando o quanto sua empresa se importa com o planeta. Para “ser ESG” você precisa de uma estratégia integrada, com metas claras e indicadores mensuráveis para cada um dos três pilares.
E, para que isso saia do papel, precisará desenvolver uma cultura que se aplique a todos, desde a alta gestão até o chão de fábrica.
Por fim, uma curiosidade: “ser ESG” é uma expressão comum, mas o correto seria dizer “adota práticas ESG” ou algum similar. ESG não é um selo fixo, ou uma conquista única, é um processo que se constrói, reconstrói e modifica durante toda a operação do negócio.
Como fazer o diagnóstico ESG?
O primeiro passo é entender onde a sua empresa está no processo de ESG. Esse diagnóstico permite identificar quais das suas ações já se alinham com os pilares, quais pontos precisam melhorar, e para quais pilares você ainda não está observando.
Também é aqui que você estabelecerá os critérios, indicadores e metas para avaliar o seu processo.
Existem inúmeras frentes que podem ser observadas:
- Indicadores de diversidade no seu quadro de funcionários;
- Definição de processos produtivos;
- Gastos com recursos como água e energia;
- Investimento em cultura organizacional;
- Cumprimento de legislações.
A análise pode ser feita individualmente, envolvendo profissionais de todas as áreas da empresa, ou por consultorias especializadas.
Em ambos os casos, o resultado será um relatório que definirá as ações prioritárias e definirá o monitoramento nos próximos meses. A partir daí, basta colocar tudo em prática.
Não há um método único para fazer o diagnóstico ESG, mas os passos abaixo são um bom ponto de partida:
- Levantar dados internos sobre práticas ambientais, sociais e de governança;
- Mapear todos os processos da sua empresa, desde a tomada de decisão pela liderança, até os processos internos de cada departamento;
- Verificar o cumprimento de legislações e normas aplicáveis;
- Aplicar entrevistas e questionários com lideranças e equipes;
- Avaliar fornecedores e outros parceiros da cadeia de valor;
- Identificar riscos, lacunas e oportunidades de melhoria;
- Elaborar um relatório com os principais achados e recomendações;
- Definir metas e indicadores ESG para monitoramento contínuo;
- Comunicar os resultados com transparência para os stakeholders.
Como saber se uma empresa é ESG?
Geralmente, empresas que adotam práticas ESG publicam relatórios detalhados das suas ações. Isso é feito como forma de garantir transparência, prestar contas para acionistas e para o público externo, e divulgar suas ações para os clientes.
Por exemplo, este é o relatório ESG da Ligga Telecom, com detalhes de todas as ações desenvolvidas ao longo do ano. A Natura tem um site especial para ESG, com apresentações simples dos principais pilares e documentos complexos com os seus planos de ação.
No mais, observar a conduta das empresas também permite identificar a adoção de práticas ESG. Entre as ações comuns, estão:
- Adoção de políticas ambientais, como uso de energia limpa e redução de emissões de carbono.
- Existência de programas de diversidade;
- Compromisso público com causas sociais ou voluntariado;
- Publicação de informações claras sobre o conselho;
- Certificações reconhecidas, como ISO 14001 de gestão ambiental e ISO 45001 para segurança do trabalho;
- Avaliação positiva em índices respeitados, como o DJSI (Dow Jones Sustainability Index);
- Transparência na comunicação, incluindo a publicação clara de informações;
- Preocupação legítima com legislações importantes, como a LGPD para proteção de dados de clientes;
- Respostas consistentes a crises;
- Participação em iniciativas da ONU, como o Pacto Global;
- Criação de planos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Exemplos de empresas com boas práticas ESG
A própria Ligga Telecom é um exemplo de empresa que leva o ESG a sério. Acreditamos que ética e sustentabilidade são os únicos caminhos para o sucesso de longo prazo.
Entre nossas ações ESG, estão a destinação correta aos equipamentos e cabos de clientes, adoção de energia limpa e acessível (e também oferecemos essa possibilidade aos nossos clientes), apoiamos campanhas sociais, de esporte e educação, e adotamos boas práticas de compliance e segurança da informação.
Veja abaixo outras empresas que investem em ESG e algumas das suas ações:
- Natura: a Natura investe em projetos de conservação da biodiversidade, promove inclusão social e diversidade em suas operações, além de ter diversas políticas de transparência na gestão;
- Ambev: a Ambev implementa práticas para reduzir consumo de água em sua produção, além de usar embalagens retornáveis e recicláveis;
- Boticário: o Grupo Boticário tem diversas ações de diversidade e inclusão, com objetivo de aumentar a representatividade até em cargos de liderança. Além disso, também promove iniciativas para reciclar resíduos e diminuir o impacto ambiental dos seus produtos;
- Banco do Brasil: o Banco do Brasil financia diversos projetos de energia renovável, além de ter comitês específicos para gestão de riscos;
- Fazenda da Toca: a Fazenda da Toca é a maior produtora de ovos orgânicos da América Latina. Naturalmente tem grande preocupação com o impacto ambiental da sua produção. Hoje, é neutra em emissões de carbono.
Conclusão
ESG é mais do que uma simples sigla, ou uma forma de empresas fingirem que estão “fazendo a sua parte”. É uma mudança na forma de empreender, que beneficia a todos, especialmente os consumidores finais.
Da mesma forma, consumir de uma empresa com boas práticas de ESG significa apoiar uma cadeia produtiva mais ética, sustentável e justa.
Se você quer tornar sua empresa mais ambientalmente responsável, considere substituir suas matrizes energéticas por fontes limpas e renováveis. O Ligga Energy oferece essa possibilidade, com economias de até 30% por meio do mercado livre de energia.


