A relação entre 5G e saúde humana é positiva: a tecnologia não representa nenhum risco às pessoas e tem diversas aplicações na área médica

A internet 5G é super rápida e tem o potencial de transformar várias indústrias. Mas será que ela é segura para a saúde? Muitas pessoas têm essa preocupação, especialmente por causa das frequências mais altas do 5G.
Mas, pode ficar tranquilo: a tecnologia 5G não representa nenhum risco. Cientistas de todo o mundo estão estudando os efeitos das ondas no corpo humano e, até aqui, não identificaram nenhum malefício.
Existem níveis seguros de exposição às ondas de rádio. E usar dispositivos no dia a dia não é o suficiente para superar esses níveis.
Hoje você entenderá qual é a relação entre 5G e saúde humana, de onde surgiu a percepção de que ela pode causar danos, e porque isso não acontece.
5G faz mal para a saúde?
Vamos começar logo pelo que interessa e quebrar o mito: a tecnologia 5G não faz mal à saúde.
Essa preocupação existe porque o 5G opera com frequências de rádio mais altas do que as gerações anteriores de internet móvel. Elas permitem maior velocidade na transmissão de dados e menor latência, mas o seu funcionamento causa certa confusão.
As ondas do 5G são de uma categoria chamada radiação não ionizante. Várias ondas de rádio às quais estamos expostas diariamente estão na mesma categoria, como as frequências usadas em Wi-Fi ou rádio FM.
Em condições normais de exposição, a radiação não ionizante não apresenta riscos à saúde, como câncer ou doenças cardiovasculares. Ou seja: usar dispositivos conectados com a 5G não causa problemas.
Como funcionam as ondas do 5G?
A tecnologia 5G tem três bandas principais: baixa, média e alta frequência.
Quanto maior a frequência, maior é a sua capacidade de transmissão de dados. Isso resulta em velocidades muito altas e latência baixíssima, o que muda totalmente a forma de usar internet móvel.
Por outro lado, quanto mais alta a frequência, menor é o alcance, e mais as ondas ficam sujeitas a interferências. Para remediar o problema, existem diversas antenas de baixo alcance que complementam a transmissão de sinal.
Um detalhe importante é que essas ondas não têm energia o suficiente para afetar átomos ou moléculas. Ou seja, não consegue agir no DNA humano.
As ondas de maior frequência só são problemáticas para a saúde humana se você ficar exposto diretamente, por longos períodos de tempo. As informações são da ICNIRP, a Comissão Internacional para Proteção contra Radiação Não Ionizante.
O que é radiação 5G?
O nome assusta, e talvez por isso tantas pessoas pensam que a tecnologia 5G é problemática para a saúde humana.
Mas, na verdade, é bem simples: “radiação” se refere às ondas emitidas pelas antenas e dispositivos para se conectar à internet. É por meio dessa radiação que os dados são transmitidos entre as torres de celular, antenas, e os seus aparelhos.
Estamos expostos à radiação todos os dias, mas sempre dentro de limites aceitáveis. Dois exemplos práticos para explicar esse conceito são os aparelhos de raio X e as tecnologias de internet móvel.
Qual a diferença entre radiação ionizante e não-ionizante?
Máquinas de raio X e celulares conectados à 5G emitem tipos diferentes de radiação.
Como já mencionamos, a 5G emite ondas chamadas não-ionizantes. Elas têm baixos níveis de energia, então são consideradas menos prejudiciais para a saúde humana. Ainda assim, não podemos sair nos expondo diretamente a ela por períodos prolongados de tempo.
Microondas também são assim. Por muito tempo as pessoas tinham medo dele causar câncer, mas hoje sabemos que podemos esquentar a comida tranquilamente.
É bem diferente de uma máquina de raio X, que emite uma radiação chamada de ionizante. Ela pode causar modificações no DNA e aumentar o risco de câncer. Por isso ela é considerada mais prejudicial e os limites de exposição direta a ela são bem menores.
Além do raio X, raios UV, radônio e luzes ultravioleta emitem radiação ionizante.
Existe algum limite de exposição?
Organizações internacionais de saúde estabelecem limites de exposição para radiação não-ionizante. Eles são definidos com base em estudos sobre os efeitos das ondas no corpo humano.
A maioria dos países adota essas diretrizes para regular a implementação da tecnologia 5G. Vale tanto para a regulação de dispositivos quanto para a instalação das antenas.
Outro detalhe é que mesmo as frequências mais altas de 5G ainda operam em níveis considerados baixos, muito inferiores ao que é considerado prejudicial para a saúde.
Logo, você não precisa se preocupar em usar um celular ou roteador com acesso à 5G!
Quais são as preocupações de saúde que envolvem a 5G?
As principais preocupações da 5G para a saúde humana incluem a exposição prolongada às ondas de rádio. Os maiores medos são:
- Risco de câncer, da mesma forma que ocorre com as ondas usadas em raio X;
- Presença de problemas neurológicos, como dores de cabeça, insônia, ansiedade, ou problemas cognitivos em geral.
Nada disso acontece! As evidências científicas apontam justamente o contrário: até hoje, nenhum estudo foi capaz de comprovar a relação entre esses problemas e a exposição às ondas usadas nas redes 5G.
Mesmo os grupos que insistem que a tecnologia 5G causa danos à saúde é incapaz de mostrar estudos conclusivos sobre a questão. Atualmente, é consenso que a tecnologia 5G não é prejudicial.
Além disso, há diversos estudos em andamento sobre a exposição a longo prazo, para garantir que a tecnologia realmente não tem efeitos adversos não identificados.
Existe algum risco conhecido do 5G?
Os riscos não estão relacionados ao 5G, especificamente, mas sim à exposição exagerada a ondas não-ionizantes. Segundo a ICNIRP, o principal efeito desse tipo de radiação é um aumento de temperatura de tecidos, o que pode causar danos severos.
No entanto, você não estará exposto diretamente às ondas ao usar um dispositivo com internet 5G. Também seria necessário um longo tempo de exposição para ter problemas severos.
Até o momento, não há nenhum risco à saúde confirmado. Os medos sobre problemas neurológicos ou risco de câncer são apenas especulação e não têm base em ciência.
5G e saúde humana: mitos e verdades
Seguindo no assunto “mitos sobre 5G e saúde humana”, vamos apresentar algumas das principais teorias da conspiração sobre a tecnologia. Veja abaixo as principais afirmações sobre a tecnologia, e se elas têm algum embasamento ou são só fake news.
5G causa superaquecimento
Não é bem assim. Como já explicamos, as ondas não-ionizantes podem aumentar excessivamente a temperatura em partes do corpo que estão expostas. Isso não quer dizer que dispositivos com 5G esquentem demais e causem queimaduras durante o uso.
O que pode acontecer é um aumento de temperatura normal do dispositivo. Acontece ao deixar um celular mais velho carregando, ou ao realizar alguma atividade que demanda muito do aparelho, como streaming de vídeo em alta resolução. Em outras palavras, nada a ver com a 5G.
As antenas 5G também causam danos à saúde
Mito. As antenas 5G podem até ser mais numerosas e próximas uma das outras, mas isso não causa “aumento de radiação”. Essa configuração existe para garantir sinal uniforme em frequências de baixo alcance.
Independentemente da quantidade, elas não emitem radiação considerada perigosa pela saúde humana. Todas operam dentro de padrões de segurança estabelecidos por órgãos internacionais dedicados a estudar as ondas não-ionizantes.
Dispositivos 5G causam câncer
Mito. Como já explicamos, essa teoria existe por uma falta de entendimento sobre a radiação que a 5G emite.
As ondas não-ionizantes da 5G não estão relacionadas a aumento de risco de câncer. Até hoje nenhum estudo foi capaz de correlacionar a 5G com casos da doença.
Dispositivos 5G causam Covid-19
Mito. Essa teoria surgiu durante a pandemia, mas é compartilhada até hoje.
E não faz o menor sentido: sabemos que a Covid-19 é causada pelo vírus SARS-Cov-2, que é transmitido de pessoa para pessoa. As ondas de rádio simplesmente não têm capacidade de transmitir qualquer tipo de vírus. Logo, exposição à 5G não causa nenhuma doença.
Radiação 5G tem efeitos no cérebro
Mito. Supostamente a 5G seria capaz de afetar o cérebro de várias formas, seja aumentando o risco de câncer, seja causando problemas neurológicos ou alterações de comportamento, como ansiedade.
Tudo isso é falso. As ondas não-ionizantes têm efeito biológico, mas não há nenhum estudo que aponte alguma alteração neurológica.
Quais são as evidências científicas sobre a segurança da 5G para saúde?
Se você ainda tem alguma dúvida, ou quer se aprofundar mais no que as autoridades globais de saúde falam sobre as redes 5G, recomendamos os links abaixo. São estudos e referências globais, então os textos estão em inglês:
- Estudo publicado pelo periódico científico Nature afirma que não há correlação entre 5G e casos de câncer, problemas reprodutivos, ou outros riscos à saúde, quando a exposição está dentro dos limites normais;
- Estudo do Parlamento Europeu sobre impactos da 5G na saúde humana, mostrando que não é possível identificar danos à saúde quando a exposição está dentro dos limites normais;
- Guia da Organização Mundial de Saúde sobre tecnologia 5G, que explica que exposição às redes sem fio não causa danos à saúde.
Um detalhe: a tecnologia ainda é recente, então ainda estão sendo desenvolvidos estudos para averiguar o impacto da exposição em longo prazo, ao longo dos anos. Ainda assim, não há indícios de que se conectar ao 5G seja perigoso.
Ainda assim, é importante lembrar que as ondas não são literalmente inofensivas. O que acontece é que a forma como a tecnologia 5G está sendo construída é segura para uso humano.
Impacto da 5G na medicina
Um detalhe curioso sobre a questão de 5G e saúde humana: além de não ter malefícios, ela pode ajudar a salvar vidas.
Isso porque as redes sem fio ultra rápidas têm várias aplicações diferentes na área de saúde. Elas possibilitam novas formas de atendimento, diagnóstico e tratamento de doenças.
Estes são apenas alguns exemplos de como a 5G pode beneficiar a área da saúde:
- Telemedicina em tempo real, com chamadas de vídeo de alta qualidade e sem atrasos;
- Cirurgias remotas com apoio de robôs, devido à baixa latência das redes 5G;
- Monitoramento remoto de pacientes, com compartilhamento de dados em tempo real;
- Desenvolvimento de novas tecnologias para dispositivos como monitores de frequência cardíaca ou de níveis de glicose;
- Transmissão rápida de arquivos de imagens médicas em alta resolução;
- Desenvolvimento de realidade aumentada e realidade virtual para treinamento médico, como já está acontecendo na UniSantaCruz através de parceria com a Ligga;
- Análises rápidas de grandes volumes de dados de saúde em tempo real;
- Conexão entre diferentes tipos de dispositivos, como aqueles usados em ambulância, para acompanhamento e transmissão de dados sobre os pacientes em tempo real.
Por causa de tudo isso, a mensagem que fica é: você não precisa ter medo da 5G. É uma tecnologia com potencial de transformar a saúde e ajudar a salvar vidas. Além disso, as velocidades ultra rápidas não chegam ao custo de problemas de saúde para quem usa os dispositivos conectados.








