A sexta geração de rede móvel, conhecida como 6G, está em processo de desenvolvimento prometendo um salto de desempenho na conectividade global. A tecnologia vai aumentar a velocidade em até 1000 vezes, viabilizar a Internet de Tudo (IoE) e proporcionar uma relação hiper-realista entre o mundo físico com o digital.

Os benefícios são diversos, desde a hiperconectividade massiva, a integração nativa de Inteligência Artificial para otimização e um foco essencial na maior sustentabilidade da infraestrutura. Porém, a implementação enfrenta desafios complexos como o alto investimento em infraestrutura, a necessidade de padronização global e questões de segurança.

Atualmente China, Estados Unidos, países da União Europeia e outras nações estão na fase de pesquisa e começo de testes para possibilitar o uso o quanto antes. A tecnologia está prevista para chegar ao Brasil por volta de 2030, mas o caminho ainda é longo e necessita de regulamentações que vão acontecer gradualmente.

Neste conteúdo, vamos te explicar sobre a internet 6G, diferenças para o 5G, quando vai ser lançada, principais benefícios e desafios a serem superados. Boa leitura!

O que é internet 6G?

A internet 6G é a próxima geração de tecnologia de redes móveis. Vai oferecer altíssima velocidade de transmissão de dados, latência muito baixa em microssegundos e maior capacidade de conexão.

O 6G é visto como um salto tecnológico, pois a infraestrutura de rede vai permitir a convergência entre o mundo físico com o virtual. A nova rede vai integrar diversas tecnologias e possibilitar a era de Internet de Tudo.

Quais países estão desenvolvendo a internet 6G?

China, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e União Europeia estão na corrida pelo desenvolvimento da tecnologia 6G. A pesquisa envolve governos, universidades e grandes empresas de telecomunicações. Entenda como está o panorama dessa disputa até o momento:

  • A China lançou o primeiro satélite de teste 6G do mundo e tem assumido a liderança no processo de padronização global da tecnologia;
  • A Coreia do Sul anunciou planos para o lançamento do programa piloto em 2026 e grandes empresas de tecnologia no país, como Samsung e LG, estão ativamente envolvidas na pesquisa;
  • O Japão apresentou um protótipo de 6G em 2024 com velocidades 500 vezes maiores do que o 5G, e as empresas NTT Docomo e a SoftBank estão à frente do desenvolvimento japonês;
  • Os Estados Unidos foca na liderança através da colaboração com a União Europeia, Japão e Coreia do Sul, tendo assinado uma declaração conjunta com 9 países para estabelecer princípios comuns, além de empresas estadunidenses como Qualcomm e Intel estarem envolvidas na pesquisa;
  • A União Europeia apoia o desenvolvimento por meio de iniciativas como o Smart Networks and Services Joint Undertaking, principalmente com os projetos Hexa-X e Hexa-X-II com a Nokia juntamente com Ericsson e Telefónica.

Qual a diferença do 5G para o 6G?

As principais diferenças entre o 5G e o 6G estão em desempenho, frequência e aplicações. Para além da velocidade de rede, o 5G possibilitou a Internet das Coisas (IoT) e reduziu o tempo de resposta drasticamente, enquanto o 6G visa integrar a Inteligência Artificial com a rede para permitir um novo patamar de conectividade na era da “Inteligência de Tudo”.

Confira a seguir o comparativo das redes 5G e 6G:

Característica 5G 6G
Velocidade Máxima Picos de até 20 Gbps (Gigabits por segundo) Picos de até 1 Tbps (1000 Gbps)
Latência Ultrabaixa, na faixa de 1 ms (milissegundo) 1 ms (milissegundo). Extremamente baixa, na faixa de 0,1 ms (microssegundos)
Frequência Ondas milimétricas (GHz) Faixas de THz (Terahertz)
Capacidade de Dispositivos Alta (milhões de dispositivos/km²) Massiva (até 10x mais que o 5G)
Foco Tecnológico Habilitar a Internet das Coisas (IoT) e a automação Integração nativa com Inteligência Artificial (IA), redes autônomas que se autogerenciam e se adaptam dinamicamente
Novas Experiências Streaming de alta qualidade, realidade virtual e aumentada aprimoradas Realidade estendida hiper-realista, comunicação cérebro-máquina, holografia em tempo real

Quando o 6G vai ser lançado?

Ainda não existe uma data oficial para o lançamento comercial do 6G, mas a previsão da implementação em todo o mundo deve ocorrer por volta de 2030. Alguns países e empresas já planejam lançar os primeiros testes e verificações em 2028.

A padronização da tecnologia começou a ser estabelecida em 2025 e a chegada dos primeiros dispositivos com 6G no mercado devem iniciar três anos depois como parte da fase inicial. A implementação em larga escala para lançar comercialmente deve ocorrer a partir de 2030, se alinhando com o ciclo de 10 anos entre as gerações de redes móveis.

Quando vai chegar a internet 6G no Brasil?

No Brasil, a implementação da internet 6G vai ocorrer de forma gradual a partir de 2030. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já se prepara para o leilão das faixas de frequência do 6G, que está previsto para o final de 2026. Após o leilão, as operadoras vencedoras vão ter um prazo para realizar os investimentos e iniciar a implantação da rede, podendo disponibilizar os primeiros serviços comerciais inicialmente em 2030.

Quais são os principais benefícios do 6G?

Os principais benefícios do 6G são a velocidade de transmissão de dados 100 vezes mais rápida que o 5G, tempo de resposta instantâneo, hiperconectividade, integração com Inteligência Artificial e maior sustentabilidade. Tais vantagens vão possibilitar experiências imersivas, avanços na saúde e maior eficiência em cidades inteligentes e indústrias autônomas. Entenda cada um dos benefícios do 6G a seguir.

Velocidade ultrarrápida

O 6G promete atingir velocidades de até 1 Terabit por segundo, um salto de 100 a 1000 vezes em relação ao 5G. Essa velocidade ultrarrápida vai permitir o processamento e a transmissão de volumes massivos de dados de forma quase instantânea. Tem o potencial para streaming de vídeo de 16K e transmissão de imagens holográficas em tempo real.

Latência quase zero

O tempo de resposta da rede será reduzido a cerca de 0,1 microssegundos. Essa latência ultrabaixa é essencial para aplicações críticas como cirurgia remota, controle de robótica industrial e veículos totalmente autônomos.

Realidade extendida hiper-realista

A combinação de altíssima velocidade e latência mínima vai permitir experiências de Realidade Virtual (VR)Realidade Aumentada (AR) e Realidade Mista (MR) totalmente imersivas, com gráficos parecidos com a realidade e sem qualquer atraso. Vai possibilitar treinamento e simulações com fidelidade à realidade com precisão de movimentos replicada instantaneamente, criação de metaversos e jogos com gráficos realistas e jogabilidade sem interrupções, além da experiência para compras com riqueza de detalhes para facilitar a decisão.

Comunicação holográfica em tempo real

Uma das aplicações mais visuais e ambiciosas do 6G é gerar hologramas 3D complexos para transformar completamente a comunicação à distância. O objetivo é possibilitar que as pessoas se projetem em ambientes remotos como se estivessem fisicamente presentes. Os hologramas tridimensionais, interativos e em movimento vão permitir a telepresença em reuniões, aulas e assistência técnica remota.

Internet dos sentidos

A era da Internet de Tudo engloba e utiliza a Internet dos Sentidos como uma das capacidades mais avançadas. O 6G vai abrir o caminho para a transmissão de informações sensoriais como toque, tato, visão, audição, olfato e paladar pela rede. Isso permite que um usuário em um mundo virtual “sinta” a textura de um objeto, por exemplo. No entanto, só vai ser possível com a convergência múltipla de tecnologias além do 6G, como a IA, interfaces cérebro-máquina e dispositivos avançados para criar experiências imersivas e multissensoriais.

Redes cognitivas

A Inteligência Artificial vai estar integrada nativamente na arquitetura do 6G para otimizar o tráfego, gerenciar energia e o roteamento de dados de forma autônoma. A rede se vai se tornar capaz de se autogerenciar, auto-otimizar e autorreparar, garantindo máxima eficiência. Além disso, as experiências e interações vão ser mais naturais entre dispositivos e humanos.

Sensoriamento integrado

A própria rede 6G vai se transformar em um sensor distribuído, deixando de ser apenas uma transmissora de dados para se tornar um sensor massivo do ambiente físico. As estações-base de 6G, as antenas, vão conseguir mapear o ambiente físico podendo localizar objetos, pessoas e medir a temperatura com alta precisão, fornecendo informações valiosas para a IA.

Inclusão digital global

A Inclusão Digital Global é um benefício social e estratégico do 6G, que visa levar conectividade a todas as regiões do planeta, inclusive as mais remotas e de difícil acesso. A conectividade vai ser integrada para trabalhar em conjunto com satélites de órbita baixa, drones e veículos aéreos para garantir cobertura global.

Redução do impacto ambiental

O 6G está sendo projetado para ser muito mais eficiente energeticamente do que o 5G, sendo a sustentabilidade um dos focos da nova rede. A IA vai otimizar o uso de recursos de rede, reduzindo o consumo de energia da infraestrutura de telecomunicações e prolongando a vida útil da bateria dos dispositivos. A projeção é que o aumento exponencial da conectividade e da demanda por dados não resulte em um impacto ambiental proporcional.

Aplicações em missões críticas

A capacidade do 6G de reduzir a latência para menos de um milissegundo é o que torna as aplicações em missões críticas viáveis, fundamentais para sistemas que não toleram falhas ou atrasos. Isso inclui a realização de cirurgias robóticas remotas com precisão tátil, suporte a veículos totalmente autônomos para garantir decisões imediatas no trânsito, controle de automação industrial para linhas de produção complexas, aprimoramento da segurança pública, resposta a desastres com monitoramento em tempo real e análise imediata de dados.

Quais os desafios para implementação do 6g?

Os desafios para a implementação do 6G abrangem desde a fronteira da física e engenharia até questões econômicas, regulatórias e éticas. Os principais são:

  • Curto alcance e propagação: as frequências terahertz (THz) exigem uma densidade de antenas muito maior devido ao curto alcance e sensibilidade a obstáculos;
  • Desenvolvimento de novos componentes para operação: é necessário criar hardware e antenas miniaturizadas que operem de forma eficiente nas faixas THz;
  • Investimento na construção da infraestrutura: necessita de capital massivo para construir a densa rede de microcélulas e a infraestrutura que processa dados na borda da rede, mais perto de onde eles são gerados (Edge Computing);
  • Gerenciamento de energia: precisa garantir que o aumento de desempenho não leve a um consumo de energia insustentável;
  • Alocação de espectro das bandas de frequência: reguladores globais e nacionais precisam organizar as novas bandas de frequência para permitir a implantação global;
  • Padronização técnica global: a indústria precisa chegar a um padrão unificado para evitar a fragmentação e reduzir custos;
  • Segurança quântica: implementar novos métodos de criptografia (pós-quântica) para proteger a rede contra futuras ameaças quânticas;
  • Privacidade de dados: lidar com a coleta massiva de dados do Sensoriamento Integrado, garantindo o uso ético e a proteção da privacidade do usuário.

Conclusão

A promessa da rede 6G é revolucionária, prometendo velocidade ultrarrápida, latência quase zero e o acesso à era da Inteligência de Tudo com hologramas em tempo real e a Internet dos Sentidos. Embora a chegada da tecnologia no Brasil esteja prevista para 2030, vai ser necessário superar grandes desafios técnicos e financeiros para construir a infraestrutura massiva de antenas e a padronização global.

Se o 6G representa o futuro da conectividade móvel, a fibra óptica é o alicerce indispensável que sustenta toda essa evolução hoje. As redes de internet móvel dependem de uma espinha dorsal de fibra robusta para atingir o potencial máximo de velocidade e latência.

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INDICE

  • Por que a fibra óptica é essencial para empresas?
  • Benefícios da fibra óptica
    • Velocidade de conexão ultrarápidas
    • Dispositivos conectados simultaneamente
  • O futuro da internet fibra no mercado empresarial