
Os servidores desempenham funções críticas em empresas de todos os tamanhos. Eles armazenam informações sensíveis, gerenciam bancos de dados, dão suporte para comunicação e aplicações diferentes, e mantêm todos os sistemas integrados.
Para empresas de grande porte, os servidores merecem atenção especial, pois precisam de performance e confiabilidade ainda maiores. Afinal, a infraestrutura de TI é mais complexa nesse tipo de empresa, assim como as demandas de dados e processamento.
Neste post, você conhecerá as principais soluções do mercado de servidores para grandes empresas. Veja os principais tipos e as dicas de como comprar (ou montar) o seu.
Por que grandes empresas precisam de servidor próprio?
Uma das principais funções de um servidor de grande porte é oferecer maior segurança e flexibilidade na gestão de aplicações. As grandes empresas têm demandas específicas, que os equipamentos mais simples não conseguem atender.
Independentemente da modalidade (servidor físico, virtual, em colocation, etc.), os bons servidores garantem maior controle sobre recursos e mais qualidade para gerenciar a infraestrutura de TI. Isto se reflete em maior produtividade e menores custos associados à baixa performance. E, especialmente, menor chance de problemas como perda de dados ou falhas em processos críticos para o faturamento ou oferta de serviços da empresa.
Veja abaixo algumas vantagens do investimento em servidores de alta qualidade para grandes empresas.
Mais segurança de dados
Um bom servidor proporciona maior segurança para as operações. Isso acontece por meio da liberdade de gerenciar quem tem acesso aos dados – e quem tem acesso ao equipamento físico também. Logo, há menos riscos de violações, invasões, uso indevido, ou perda de dados devido a problemas de processamento.
Controle total
O investimento em servidores garante às grandes empresas domínio completo sobre configuração, monitoramento e manutenção. Assim, elas ficam menos dependentes de terceiros e têm maior autonomia para implementar mudanças, corrigir problemas, ou adotar novas tecnologias.
No entanto, isso tem um custo, literalmente: é necessário investir em armazenamento dos equipamentos, refrigeração, manutenção, entre outros detalhes para garantir o bom funcionamento ao longo dos anos.
Escalabilidade
Um bom servidor para empresas de grande porte deve ser escalável. Frequentemente as empresas maiores têm diferentes verticais de negócios e testam novos produtos, o que pode exigir a expansão da infraestrutura de TI.
Esse processo deve ser o mais simples possível, para evitar sobrecargas, interrupções e tempo ocioso.
Personalização
Para empresas de grande porte, não existem soluções únicas. Elas têm demandas próprias de tecnologia, que vão desde softwares específicos até a integração de ferramentas proprietárias. Através de bons servidores, fica mais simples organizar todo o processo e obter maior eficiência.
Quais os diferenciais dos servidores para empresas de grande porte?
Todos os servidores oferecem capacidade de gestão de dados e aplicações. Mas, os servidores para empresas de grande porte são diferentes: são mais robustos, podem ser acessados por múltiplos usuários e oferecem maior disponibilidade.
Veja abaixo as principais diferenças para os equipamentos usados em pequenas e médias empresas.
Maior desempenho
Aqui, não tem muito segredo: os servidores para grandes empresas são simplesmente melhores. Os processadores são mais potentes, a memória RAM é maior, e os sistemas de armazenamento são mais eficientes.
Essas configurações são necessárias para garantir baixa latência, mesmo lidando com cargas de trabalho intensas.
Redundância
Servidores para grandes empresas não podem falhar. Além da dor de cabeça, a indisponibilidade pode ser complexa de corrigir, devido à extensão da infraestrutura de TI.
Há componentes “reservas”, que entram em ação quando os principais falham. Também existem tecnologias failover, que detectam falhas e transferem a carga de processamento para os demais componentes, sem interrupção às atividades.
Suporte a múltiplas aplicações
Servidores de grande porte são capazes de lidar com diversas aplicações de forma simultânea. Assim, é possível operar sistemas complexos, como ERPs, CRMs, bancos de dados, plataformas de e-commerce, entre outros, com maior custo-benefício e sem riscos de indisponibilidade dos serviços.
Tipos de servidores para empresas de grande porte
Existem diversos tipos de servidores disponíveis, projetados para atender diferentes necessidades. As principais diferenças estão em arquitetura, desempenho, flexibilidade e custo.
Servidores dedicados
Servidores dedicados são equipamentos que atendem a uma única empresa ou aplicação. Como todos os recursos estão disponíveis para uma única finalidade, são indicados para quem tem altas necessidades de processamento, ou trabalha com análises complexas.
Servidores virtuais
Esse tipo de equipamento funciona a partir de virtualização – é um único equipamento físico “particionado” em diferentes servidores virtuais. Cada um opera de forma independente, com recursos e softwares específicos. É uma solução com bom custo-benefício para empresas cujas necessidades de processamento variam bastante. Por meio dos servidores virtuais, não é necessário adquirir novas máquinas ou realizar configurações complexas.
Servidores em cluster
São equipamentos separados, mas que trabalham interconectados, como uma só unidade. Oferece alta disponibilidade e redundância, pois permite que as demandas de processamento sejam jogadas de uma máquina para a outra, em caso de falhas de algum componente.
É usado principalmente em grandes empresas que prestam serviços críticos, como bancos, hospitais, e empresas que prestam serviço através da internet. Nesses casos, o tempo de inatividade pode ter impactos graves, então faz sentido investir em maior redundância.
Servidor híbrido
São equipamentos com uma estrutura que privilegia o custo-benefício sem sacrificar a performance. Os servidores armazenam dados de duas formas diferentes: HDD (discos rígidos) e SSD (memória flash).
Os dados mais acessados ficam no SDD, que é mais rápido e oferece alta velocidade de processamento. Já os dados menos acessados ficam no HDD, que tem maior capacidade de armazenamento, mas são mais baratos de comprar e manter.
Servidor blade
São servidores modulares. Eles têm diferentes “lâminas”, que são módulos com todos os componentes de processamento de um servidor comum. Eles compartilham um chassi, que concentra os componentes necessários para a máquina funcionar, como sistemas de energia e resfriamento.
É uma configuração muito usada para empresas com grandes volumes de dados, que precisam de vários servidores operando em conjunto, e que muitas vezes têm espaço físico limitado para isso.
Servidor rack
São um dos modelos mais comuns de servidores. Eles são montados em rack, o que os torna mais compactos e fáceis de montar e dar manutenção. Também é fácil de escalar, pois basta instalar mais componentes no rack. Assim, oferece alto desempenho e facilidade de gestão, mesmo em larga escala.
Como escolher o melhor tipo de servidor para uma empresa de grande porte?
O melhor tipo depende bastante da empresa. Volume de dados, necessidade de controle, escalabilidade, orçamento, espaço físico disponível são alguns dos desempenhos que guiam a decisão.
Além disso, também há diferentes formas de adquirir o servidor. Você pode terceirizar o data center, comprar um equipamento pronto, montar a sua configuração, ou usar servidores em nuvem.
Cada um tem seus prós e contra, e não há opções definitivas. No entanto, a terceirização é uma escolha cada vez mais popular, pois alivia alguns custos importantes.
Veja abaixo alguns critérios para tomar a decisão.
Necessidades atuais da empresa
Comece mapeando as suas necessidades. Pense em carga de trabalho, número de usuários simultâneos, aplicações executadas, tamanho dos bancos de dados, importância de cada atividade para a empresa, entre outros.
Isso dará um bom caminho sobre qual tipo escolher. Para as aplicações robustas ou críticas, prefira servidores de alto desempenho, como rack ou blade. Para demandas simples, considere servidores tower ou em nuvem.
Possibilidades de expansão
Pense também nas necessidades futuras da empresa. Analise os roadmaps dos seus produtos e as projeções de negócios para os próximos anos. Será mais econômico adquirir equipamentos que dão conta das necessidades futuras, ou que sejam simples de atualizar.
Servidores rack são os mais indicados, quando o assunto é escalabilidade e simplicidade de gestão em escala.
Armazenamento
É um dos pontos mais importantes – quanto maior o volume de dados a gerenciar, mais potente deve ser o seu data center. Servidores em cluster, dedicados e híbridos oferecem boa capacidade.
Outro ponto a considerar é o “local” onde os dados serão armazenados. Se você quer ter maior controle e segurança sobre eles, prefira servidores físicos. Em soluções como servidores virtuais ou colocation, você precisa fazer a diligência devida sobre a segurança dos fornecedores, para não correr riscos, pois, os dados estarão “fora” da sua empresa.
Orçamento disponível
É autoexplicativo: procure a melhor opção dentro do seu orçamento. E considere sempre o custo-benefício de cada solução. Ter um servidor próprio com configurações avançadas é ótimo, mas talvez exista outra solução que resolva os problemas da sua empresa a custos mais baixos.
Por exemplo: servidores próprios demandam alto investimento inicial, mas ele tende a se pagar com o tempo, caso você faça uma compra acertada. Já serviços terceirizados,como o da Ligga são mais econômicos e reduzem os custos de manutenção de equipamentos.
Qual a melhor forma de adquirir um servidor para minha empresa?
Depois de escolher o tipo de servidor, é hora de ir ao mercado buscar soluções para implementar. As três opções mais comuns são:
- Montar do zero, escolhendo os componentes individualmente;
- Comprar máquinas prontas;
- Terceirizar a compra, usando data centers em colocation.
A escolha depende principalmente das suas demandas atuais e orçamento. Veja abaixo como cada uma funciona.
Montar do zero
É parecido com montar um computador pessoal novo: você seleciona a lista de peças de acordo com as suas necessidades, elas chegam até a empresa, e a sua equipe monta o servidor e instala os softwares necessários.
O principal ponto positivo é a personalização. Você pode montar literalmente o servidor perfeito para as necessidades atuais e futuras da sua empresa. Mas, para isso, precisará ter uma equipe de TI experiente para definir as configurações e colocar tudo para funcionar.
Além disso, o custo para colocar a estrutura de pé é maior do que nas demais alternativas.
Comprar pronto de fornecedores especializados
Também é parecido com a aquisição de um computador pessoal: basta pesquisar as lojas e fornecedores especializados para escolher as opções que mais se encaixam no orçamento.
É um “meio termo” entre conveniência e personalização. Há diversos modelos disponíveis, desenhados para atender a diversas demandas corporativas. E, frequentemente, há garantia e suporte técnico disponível para apoiar a montagem.
Contrato de terceirização
Servidores terceirizados “alugam” uma estrutura física de data center para empresas. Funciona por meio de contratos, em que você tem um espaço dedicado para os dados e aplicações da sua empresa.
A principal vantagem é que você não precisa comprar equipamento nenhum, nem se preocupar com refrigeração, redundância de energia, entre outros detalhes.
O principal desafio é lidar com custos variáveis. Certos contratos cobram por volume de uso, o que significa que você precisa ter atenção ao crescimento da sua empresa. Senão, o custo cresce de forma inesperada, o que pode representar um gargalo para as suas operações.
O que é melhor, servidor próprio ou terceirizado?
Essa é outra pergunta sem resposta certa, pois depende bastante da finalidade do servidor e da estrutura atual da sua empresa.
Por um lado, servidores próprios oferecem pleno controle de configurações e acesso de pessoal. Por outro lado, os terceirizados (sejam físicos ou em nuvem) são mais econômicos.
Veja abaixo alguns pontos para guiar a sua escolha.
Custo inicial
O custo inicial é um dos principais entraves para adquirir um servidor próprio. Ainda mais para empresas de grande porte, que precisam de equipamentos caros para dar conta da demanda.
Os servidores terceirizados são muito mais baratos de contratar. Há modelos de assinatura, que funcionam como um “aluguel” mesmo, e outros em que você paga conforme a sua demanda.
Custo-benefício
Além do custo inicial, considere também o impacto financeiro dessa decisão ao longo do tempo.
Pense em quanto tempo o investimento leva para “se pagar”. E, nessa conta, considere também os gastos dos servidores ao longo do tempo: manutenção, resfriamento, contratação de fontes redundantes de energia, etc.
No caso dos servidores terceirizados, lembre-se de que o equipamento nunca será seu de fato. Ou seja, você terá uma despesa recorrente. Na maioria das vezes, faz sentido, ao se considerar o custo de internalizar a estrutura. Mas, faça as contas para ter certeza.
Segurança e controle de informação
Segurança em data centers é um ponto bastante sensível. Com servidores próprios, você tem autonomia sobre as políticas de segurança e acesso aos servidores. Será responsabilidade sua garantir que tudo está funcionando corretamente.
Com servidores terceirizados, você não terá os custos associados, mas precisará confiar a segurança dos seus dados à empresa que gerencia a infraestrutura. Geralmente há contratos que garantem o zelo pelas suas informações.
Flexibilidade
Servidores terceirizados costumam ser mais flexíveis – você é um cliente, então cabe ao provedor atualizar processos e equipamentos para atender às suas necessidades.
A flexibilidade também existe em servidores próprios, mas deve ser planejada no momento da compra dos equipamentos.
Manutenção
A manutenção é uma faca de dois gumes. Em servidores próprios, é responsabilidade sua, o que representa maior custo e atenção da equipe de TI, mas também dá autonomia sobre a solução.
Já em servidores terceirizados, você apenas aguarda a resolução do problema. Não há custos, mas também não há controle sobre processos ou prazos.
Servidores cloud valem a pena para empresas de grande porte?
Serviços em nuvem são uma das formas mais comuns de contratar servidores terceirizados. São servidores virtuais escaláveis, flexíveis e com bom custo-benefício.
No entanto, também apresentam alguns desafios, como a falta de controle total sobre os dados, que ficam armazenados em servidores externos. Também há latência e uso excessivo de recursos, que podem dificultar a gestão de orçamento em TI.
Veja abaixo uma visão geral sobre os prós e contras do modelo.
Vantagens de servidor cloud para grandes empresas
As principais vantagens são:
- Facilidade em ajustar recursos para atender demandas crescentes;
- O único custo inicial é a assinatura do serviço em nuvem;
- Provedores oferecem soluções de redundância, reduzindo os riscos de interrupções;
- Permite acesso remoto aos dados e programas, o que facilita o trabalho de equipes remotas;
- Provedores oferecem suporte técnico para manutenção e integrações.
Desvantagens de servidor cloud para grandes empresas
Os principais pontos negativos incluem:
- Dependência de terceiros para questões como infraestrutura e segurança;
- Custos variáveis dependendo do uso de recursos;
- Latência, dependendo da localização das máquinas que fazem a virtualização do servidor;
- Menor controle sobre políticas de segurança, o que é problemático especialmente para dados sensíveis;
- Menor possibilidade de customização para atender a demandas altamente específicas.
Qual o custo de servidores para empresas de grande porte?
Como você já deve imaginar… Não existe resposta única para essa pergunta. Alguns componentes custam R$15.000, enquanto outros passam de R$300.000. E há muita variação dentro desses valores!
O custo de servidores para empresas de grande porte depende bastante da configuração, tipo de servidor, modelo de contratação, demandas da empresa, entre outros fatores.
Veja abaixo os principais fatores que influenciam no custo final.
Custo de hardware
O equipamento físico é uma das maiores despesas dos servidores próprios. Além dos computadores que fazem o processamento de dados, também há uma série de equipamentos complementares, como switchers, sistemas de resfriamento e fontes de energia.
Para empresas de grande porte o custo é ainda maior, devido à alta capacidade de racks extensos e blades.
Custo de software
São os programas usados para operar os servidores. Inclui sistemas operacionais, licenças de bancos de dados, ferramentas de virtualização, softwares de gerenciamento, firewalls, entre outros. Tudo isso também representa custos – que são inferiores aos gastos com componentes físicos.
Custos de manutenção
É o gasto para manter o servidor funcionando durante anos. Inclui a equipe técnica para gerenciamento, eventuais atualizações de hardware e software, custos operacionais de refrigeração e energia, entre outros.
Serviço de data center com o melhor custo-benefício
Se você busca custo-benefício e praticidade na implantação e gerenciamento dos seus servidores, conheça os serviços de data center da Ligga!
São servidores virtuais, dedicados e em colocation, com máxima segurança para os seus dados sensíveis. Seguimos políticas rigorosas para garantir que as suas informações estarão sempre disponíveis, e sempre seguros.
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Fale conosco, apresente as suas necessidades e um dos nossos consultores entrará em contato para encontrar a solução mais eficiente para a sua empresa.
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